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Manolito, assim o chamamos

Texto e ilustrações: Gustavo Roldán

Tradução: Dani Gutfreund

Isbn 978-65-86167-04-7

40 páginas

4 x 4 cores

24 x 17,5 cm

Livro-álbum

Para leitores de todas as idades

R$ 39,00

Manolito, assim o chamamos chega disposto a gerar muita discussão. Manolito é um bicho grande e cabeludo, que tem um quê de elefante e transborda simpatia. Tudo o que ele quer é entrar na casa de uma certa família e não mede esforços para realizar seu desejo.

O livro foi todo desenhado e colorido com marcadores permanentes, nas cores verde, vermelho, laranja e preto, deixando o branco do papel em evidência. A escolha do material parece muito acertada: o desejo de Manolito é ficar. Os traços e formas simples predominantes na ilustração cedem todo protagonismo a Manolito – bicho encantador mesmo que seus métodos de convencimento não sejam os mais apropriados – e colaboram para enaltecer o teor da história.

Cheio do humor e doçura tão peculiares à obra de Roldán, Manolito é um livro que dá muito a pensar, levantando questões tanto contemporâneas quanto atemporais, as quais não têm respostas simples e diretas. Leitura complexa, exige do leitor reflexão, fazendo com que retome seu entendimento sobre inclusão, desigualdade, imigração, empatia e, sobre si mesmo, o modo como se relaciona com o mundo e com o outro neste embate entre o dono da casa e Manolito.

Ao longo do livro se torna difícil escolher um lado, seja pelo fato de Manolito ser encantador – ou talvez irritante – seja porque o dono da casa, embora no direito de sua privacidade e propriedade, talvez esteja deixando vazar seus próprios preconceitos.

Gustavo Roldán nasceu na Argentina, em 1965 e atualmente vive em Barcelona.

Publica em diferentes mídias e realiza exposições desde 1985. É autor de diversos livros, com traduções em onze países. No Brasil, publicou O senhor G., Como reconhecer um monstro, Para noites sem sono, Histórias de Coelho e Elefante e O rio do jacaré. 

Expôs seu trabalho em diversas exposições internacionais.

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